Conheça os perigos de um curto circuito e como evitá-los na sua casa

2019-02-27T17:49:34+00:00

A eletricidade desempenha um papel fundamental em nossas vidas, como base para a nossa indústria e tecnologia. Ela está presente nos momentos mais triviais: ao tomar um banho quente, carregar o seu celular, aquecer uma comida no microondas, ler um bom livro antes de dormir, assistir à sua série favorita na netflix ou ao jogo do seu time na TV em final de campeonato.

Porém, basta um pequeno deslize por falta de atenção para provocar grandes tragédias, pois, existem diversos cuidados para sua utilização adequada, que são perigosamente negligenciados pelos brasileiros. Não é a toa que a causa mais comum por incêndios domésticos no país é o curto circuito na rede elétrica, que na maioria dos casos poderia ter sido evitado com a prevenção adequada.

Segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade – Abracopel, em 2018 foram registrados 536 casos de incêndios e 62 duas mortes, houve um aumento de 20%  no número de incêndios e mais de 50% no número de mortes – na grande maioria dos casos, os incêndios foram iniciados por um curto circuito no ventilador ou ar condicionado.

Pensando nisso, criamos este conteúdo para explicar a você os riscos que corremos diariamente em nossas residências e colocam em perigo nossas vidas e as de quem nós mais amamos.

Entenda o que é um curto circuito e suas consequências

O curto circuito ocorre quando há uma sobrecarga elétrica no circuito de instalação, ou seja, a corrente elétrica que sai do gerador, percorre todo o circuito e volta com a intensidade muito mais elevada, bem maior do que a sua resistência pode suportar.

Quando há esta grande liberação de energia acima da capacidade do circuito, acontece o superaquecimento dos condutores, desencadeando o curto, que pode ter desde consequências imperceptíveis até provocar fumaça, faíscas ou chamas.

Isso ocorre porque os fios e componentes elétricos são projetados para aguentar um determinado nível de corrente, e a exposição desses materiais a correntes excessivas durante um determinado período de tempo faz com que os mesmos comecem a se comportar de forma anormal, derretendo, por exemplo, ou produzindo faíscas que podem rapidamente virar chamas e provocar um incêndio.

Principais causas

Hoje utilizamos uma grande gama de aparelhos eletrônicos no nosso dia a dia, enquanto a maioria das residências, principalmente as mais antigas, não possui estrutura elétrica suficiente para suportar a demanda de energia necessária para manter estes aparelhos funcionando.

Então, recorremos aos conhecidos tês, réguas e beijamins, para utilizar a energia de uma mesma tomada e alimentar 2, 3, 4 ou às vezes até mais aparelhos ao mesmo tempo – essa é a forma mais comum de sobrecarga de tomadas.

Alguns aparelhos presentes na grande maioria das casas dos brasileiros, como o microondas, chuveiros elétricos e o ar condicionado, demandam de muita energia para funcionar e por isso é recomendado que se tenha um circuito próprio para cada um deles, ligado diretamente ao quadro de luz.

“Os especialistas apontam que instalações elétricas mal planejadas são as maiores responsáveis por incêndios domésticos no Brasil.” – G1.

Entre as razões por este tipo de incêndio ser tão frequente por aqui, está o “jeitinho brasileiro” de burlar as regras para economizar em uma obra, por exemplo, fazendo um sistema elétrico mais simples do que deveria,e que não suporta corretamente as necessidades do dia-a-dia, ou aquele famoso “gato” para economizar na conta de luz, etc.

O problema se agrava ainda mais a medida que na maior parte das vezes não há sinais de aviso claros, podendo ocorrer de forma quase que imperceptível: ao pressionar um interruptor e ver que a luz não acendeu, por exemplo, a primeira coisa que pensamos é que estamos sem eletricidade, ou que o botão em si está com defeito, mas não que possa estar ocorrendo um curto circuito.

Como identificar

Existem alguns detalhes que você pode ficar de olho para identificar os sintomas de um curto, assim poderá tomar alguma medida de correção antes que se torne um grande estrago.

Um forte indício é aquele cheiro de queimado dentro de casa e temos dificuldade de identificar de onde exatamente está vindo. Neste momento, procure descobrir de qual parte da casa está vindo e retire os aparelhos da tomada – se você tem muitos aparelhos alimentados pela mesma tomada, provavelmente será neste local.

Fique atento quanto ao aparecimento de manchas escuras nos interruptores ou tomadas, fios deformados, desencapados, enrolados ou gastos em algum local, se estiverem muito quentes ou encostando um no outro e gerando faíscas, tome muito cuidado ao manuseio, para não se machucar.

Prevenção

A melhor forma de prevenção é contratar um bom profissional, que projete o sistema elétrico da sua casa com bastante cuidado e consciência, criando um projeto que seja tecnicamente correto e adequado às suas necessidades.

Evite a preguiça e a pressa na hora de fazer esse projeto: gaste algum tempo conversando com o profissional responsável, explicando quais são os seus hábitos e necessidades para que ele possa criar um sistema sem riscos de sobrecarregar.

Ainda, vale ressaltar: nada de fazer “gatos” ou gambiarras! Pode parecer simples e custar menos a princípio, mas saiba que além de você estar colocando a sua vida e a de sua família em risco, os custos podem ser muito maiores posteriormente por conta de eventuais danos causados por um acidente.

Uma boa dica é realizar manutenções periódicas de toda a parte elétrica, com técnicos especializados que poderão identificar com facilidade os pontos sobrecarregados, falhas que não percebemos ou fiação desgastada. O ideal é que seja feita uma revisão a cada 5 anos.

Dicas de Prevenção

Algumas atitudes que você pode tomar no dia a dia na sua casa e são fundamentais para prevenir o curto circuito, são:

  • não sobrecarregar tomadas (evite o uso de extensões, benjamins, réguas ou tês);
  • qualquer tipo de emendas e conexões na fiação devem ser realizadas por profissionais e com os materiais apropriados;
  • se a sua casa não possui uma rede elétrica complexa, evite ligar aparelhos que consumam muita energia ao mesmo tempo;
  • evite passar fios por debaixo de tapetes, muitas pessoas fazem isso para escondê-los, mas caso aconteça um curto circuito com potencial para iniciar um incêndio, o seu tapete será um rápido condutor para que as chamas tomem proporções gigantescas em um rápido espaço de tempo;
  • procure manter os aparelhos fora das tomadas quando não estiver utilizando, como o carregador do celular, por exemplo.

Adotando estes hábitos, você já aumenta bastante a segurança da rede elétrica da sua casa, protegendo seu patrimônio e a sua família de acidentes que podem gerar graves consequências.

Porém, infelizmente, não se pode estar completamente seguro em todas as ocasiões, sempre há risco de ocorrer algum descuido, e nestes casos um bom seguro residencial pode lhe oferecer a assistência que você irá precisar.

O seguro residencial cobre estes tipos de incêndios e outros danos elétricos – inclusive em aparelhos eletrônicos – provocados por curto circuito, por isso, contratando um seguro de qualidade, como os que a UNE oferece, você garante o auxílio necessário para lidar com situações como estas da melhor maneira possível.